Apesar de ainda haver constrangimentos nas relações entre Portugal e a China, segundo revela a AICEP, as cadeias de abastecimento não foram totalmente interrompidas, nem desapareceram, de acordo com o Jornal de Negócios.

Assim, a organização acredita que serão retomadas brevemente nas suas várias vertentes, ainda que, numa primeira fase, se possa sentir mais ao nível industrial, podendo levar mais tempo nos bens de consumo que, no entanto, “são igualmente importantes para a afirmação de Portugal na China e têm, nos últimos anos, vindo a ganhar terreno nos cabazes de consumo dos cidadãos chineses”.

O sector que terá uma retoma mais lenta será o automóvel, pois devido à suspensão das actividades produtivas e de montagem na China e visto que os impasses foram alastrados para a Europa, estima-se que existam desafios acrescidos nas cadeias de abastecimento deste sector.

A AICEP destaca também os sectores em que a cadeia não foi nunca interrompida, nomeadamente o agro-alimentar e a venda de carne de porco à China. Este foi “o único sector nacional que não viu as suas exportações para este país afectadas, pelo contrário, subiram 255%”.

A agência lembra que, segundo o INE, nos primeiros três meses do ano, as vendas de bens nacionais à China caíram, no conjunto, 21,7%, explicando-se pelo peso que os produtos industriais incorporados nas cadeias de produção chinesas têm. E estas fábricas estiveram suspensas durante grande parte dos meses de Fevereiro e Março. Agora com o regresso à actividade na China “será de esperar uma tendência semelhante das exportações portuguesas para este mercado”.

No que diz respeito às importações, a queda trimestral ficou nos 3,4%, admitindo-se que em ainda em Maio se possa ver alguma retoma pelas compras e equipamentos médicos hospitalares.

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