Queda abrupta da actividade económica e, em consequência, no sector do transporte. Cancelamento de entregas, incerteza e preocupação com o bem-estar e saúde de todos. Numa economia global, em que a rede de elos de todos os elementos de uma extensa cadeia conhece pressão de todos os lados, confrontamo-nos com um enorme desafio. A Fuelsave faz um breve apanhado do que sabemos e do que precisamos saber sobre o vírus e as exigências que o mesmo coloca ao sector do transporte e logística, concentrando as lições já aprendidas e sugerindo caminhos para uma transição para o “novo normal” que agora se impõe.

As cadeias de abastecimento e logística enfrentam consideráveis dúvidas sobre os impactos presentes e futuros causados pela pandemia do Covid-19, que coloca à prova a capacidade de resposta de todos os seus intervenientes.As principais consultoras estão a indicar o reforço e aceleração dos investimentos em projectos de digitalização como elemento facilitador da recuperação pós-crise. Defendem que o investimento nestas pode ajudar na optimização da eficiência operacional e a percorrer o caminho para a recuperação plena.

O sistema europeu de logística e cadeia de abastecimento está sob pressão pelo impacto causado pela pandemia do Covid-19. Este cenário coloca à prova a capacidade de resposta das cadeias de abastecimento europeias e dos seus profissionais.
Numa economia global, onde os diferentes elos da cadeia estão distribuídos em rede pelos diferentes continentes, o contexto actual apresenta-se como um enorme desafio para a economia europeia.

A maior parte das grandes empresas tem as suas cadeias de abastecimento desenhadas e otimizadas para flutuações normais da oferta e da procura. Estes cenários otimizados não levam em conta contingências como a que estamos a viver actualmente, com quebras abruptas de mais de 50% da procura em muitos sectores.

Ainda assim, os líderes de cadeia de abastecimento na Europa estão a provar mais uma vez a sua capacidade de adaptação a contexto de negócio muito difíceis e desafiadores. O sector logístico está a provar novamente a sua resiliência e a capacidade de ser decisivo para o sistema de abastecimento, mesmo numa situação inesperada de crise como esta.

Novo “normal”… novas estratégias

De forma a auxiliar as empresas a implementar novas estratégias e a definir mecanismos de adaptação à fase “pós-coronavírus”, a Fuelsave reuniu um conjunto de recomendações e sugestões accionáveis. A saber:

Criar uma página de Perguntas Frequentes (FAQ), facilmente acessível, de forma a mostrar transparência e tranquilizar os clientes, reduzindo o fluxo de chamadas recebidas por dúvidas relacionadas com o coronavírus;

Fornecer materiais aos colaboradores, como gel desinfectante, máscaras e luvas de protecção que garantam a sua segurança e a dos clientes;

Criar protocolos e ferramentas de apoio para os trabalhadores com o objectivo de fomentar o bem-estar da equipa, mantendo-a saudável, estável e produtiva;

Repensar práticas de trabalho, promovendo o trabalho remoto, quando compatível com a função a desempenhar; criar medidas de segurança que minimizem o risco durante a rotina de trabalho (ex: suspensão da necessidade de assinatura no acto da entrega de encomendas);

Estreitar relações com clientes de maior proximidade, mitigando determinados riscos da cadeia de distribuição através de uma maior abertura na partilha de informação sobre as tendências expectáveis para o futuro próximo;
Comunicar claramente aos trabalhadores os cuidados a ter para minimizar o risco de infecção;

Fomentar o espírito crítico entre os funcionários relativamente às notícias sobre o coronavírus (existem muitas notícias falsas que não traduzem de forma coerente o que se está efectivamente a passar, sendo essencial saber avaliar as mesmas e transmitir o seu conteúdo de forma simples e clara aos trabalhadores);

Analisar e perceber quais as vulnerabilidades principais e tomar acções preventivas que minimizem o impacto das mesmas;
Entrar em contacto directo com os seus clientes para aferir das mudanças recentes nos padrões de consumo;

Determinar junto dos fornecedores qual o impacto expectável na disponibilidade de produtos, bem como os principais riscos que cada indústria enfrenta neste período.

As implicações e constrangimentos inerentes a esta pandemia não são algo que possa ser resolvido do dia para a noite. Este surto causou perturbações na forma de funcionar das empresas, que irão ter repercussões durante alguns meses. Como tal, é importante que as empresas criem mecanismos para lidar com o período de recuperação pós-coronavírus e definam estratégias para melhorar as suas operações e o ambiente de trabalho, de forma a emergir desta crise de forma sólida e mais preparadas para eventuais situações futuras.

Pode consultar AQUI o estudo e recomendações da Fuelsave. Uma espécie de manual de sobrevivência para os dias de desconfinamento que já começaram.

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