O Grupo Garland foi seleccionado pela Naturimprove, de Barcelos, para assegurar a operação logística e de distribuição de três milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), importados da China, com destino a diversas unidades de saúde em Portugal. O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o IPO do Porto e as Misericórdias são algumas das 40 entidades publicas e privadas que receberão estes equipamentos.

A operação logística com cerca de 80 m3, que é a primeira de uma série de outras com as mesmas características, contempla ainda a recepção de todo o equipamento no Centro Logístico da Maia I da Garland, onde será assegurado o picking e posterior distribuição nacional. Dada a urgência das unidades de saúde, motivada pela necessidade de resposta à propagação da Covid-19, a distribuição será efetuada em 12h/24h.

Além da corrida à compra de EPI’s provenientes da China e da escassez destes equipamentos face à procura mundial, há um outro aspecto a dificultar as aquisições: as restrições à exportação e a limitação do espaço aéreo para o transporte de bens, impostos pelo governo chinês. Ainda recentemente a Forbes dava conta do caos que reina no comércio destes materiais a partir da Ásia. Respondendo às reclamações – provenientes sobretudo dos países europeus – sobre máscaras, ventiladores e outros equipamentos defeituosos e fraudulentos, o governo chinês exigiu no início de Abril que todas as exportações médicas tivessem uma licença adicional para garantir a qualidade, uma medida que por ter sido repentina, trouxe dificuldades acrescidas a todos os players do sector.

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