A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) admitiu esta terça-feira que os problemas de escassez de medicamentos são uma possibilidade que não se pode excluir, embora reforce que o mercado ainda não tenha atingido esses níveis.

Segundo a agência, estão a acompanhar de perto “o potencial impacto do surto de Covid-19 nas cadeias de fornecimento farmacêutico na UE”, em conjunto com os seus parceiros da rede europeia de autoridades responsáveis pelos medicamentos.

Apesar de até ao momento ainda não terem sido reportados problemas, a EMA sustenta essa ideia, e comenta que “à medida que a emergência de saúde pública progride, escassez ou perturbações [no fornecimento] não podem ser excluídas”.

Já teve início um trabalho de exame dos medicamentos, para uso humano e veterinário, cujo fornecimento poderá sofrer mais perturbações, por muitos dos activos necessários para a produção se encontrarem na Ásia, um local considerado de risco neste momento. É então necessário acautelar os riscos associados às medidas de quarentena na China e outros países envolvidos no fornecimento de medicamentos para a Europa, encerramentos temporários de unidades de produção e restrições de viagens que possam afectar as remessas.

A EMA adverte que “é responsabilidade das empresas farmacêuticas assegurar a continuidade do fornecimento dos seus medicamentos”, e recomenda que estas adoptem “medidas de resiliência”, como o aumento dos stocks e garantir mais que uma fonte de produção dos seus produtos e materiais.

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