Portugal, que está apenas incluído no corredor Atlântico, com ligações a Lisboa, Sines e Leixões, quer agora juntar-se ao corredor ferroviário do Mediterrâneo que atravessa Espanha, França, Itália, Eslovénia, Croácia e Hungria.

Este corredor foi definido a 10 de Novembro de 2013 e tem como objectivo fortalecer o transporte ferroviário de mercadorias na União Europeia. É financiado pelo programa Mecanismo Interligar que investe nas redes transeuropeias de transportes, energia e comunicações.

De momento, o governo encontra-se em negociações com a Comissão Europeia de forma a incluir Portugal nesta rede de ligações ferroviárias.

Em declarações ao Expresso, o Ministro das Infra-estruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, confessa que “estamos a trabalhar para rever o corredor Mediterrâneo que começa na Hungria e termina em Espanha, parando em Sevilha. Temos alguma dificuldade em perceber como é que Portugal não está incluído nesse corredor”.

Revela ainda que não perdem “uma única oportunidade” para trazer a ferrovia para Portugal nos contactos que estabelecem com a Comissão Europeia, e o quão importante seria ter uma “ligação transfronteiriça entre o Algarve e a Andaluzia”.

Contudo, assume que é difícil que a União Europeia aceitar rever os corredores pois basta um pedir para todos quererem rever.

“Nós já temos o projecto para electrificar toda a linha do Algarve, que está em fase de avaliação do impacto ambiental, esperamos ainda este ano, entre Maio e Agosto, lançar os concursos de empreitada para a linha do Algarve. O que depois ficaria do nosso lado era pouco mais do que subir a linha até fazer uma ponte no Guadiana, o resto será a ligação do lado espanhol até Huelva”, afirma.

Pedro Nuno Santos informa que as pretensões portuguesas ficaram de ser avaliadas pelo seu homólogo espanhol.

O Ministro adianta ainda que uma das áreas em que estão a exercer pressão nas instituições europeias é o financiamento para a aquisição de material circulante, pois a Comissão Europeia ainda não investiu no comboio pesado. “A última vez que estive numa reunião no Concelho da Europa dos ministros dos Transportes tive a oportunidade de dizer que se a Europa quer continuar a apostar na ferrovia não basta apoiar o investimento na infra-estrutura, porque de nada nos servem os carris se não tivermos os comboios”.

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