A Human Rights Watch (HRW) indicou, através de um estudo, que em 2016, uma coligação de sindicatos, grupos de direitos humanos e defensores dos direitos do trabalho criaram o Transparency Pledge, um padrão mínimo de transparência da cadeia de fornecimento que permite que advogados, trabalhadores e consumidores saibam onde os produtos de uma determinada marca são fabricados, de acordo com a Lusa.

O relatório em causa denomina-se “próxima tendência da moda: acelerar a transparência da cadeia de fornecimento na indústria de vestuário e calçado” e descreve como algumas marcas e retalhistas estão a divulgar publicamente informações sobre as suas fábricas fornecedoras.

Aruna Kashyap, Consultora de Direitos das Mulheres da HRW, afirma que “a transparência não é uma panaceia para violações dos direitos do trabalho, mas é fundamental para uma empresa que se descreve como ética e sustentável”.

Acrescenta ainda que “todas as marcas devem adoptar a transparência da cadeia de fornecimento, mas, em última análise, são necessárias leis que exijam transparência e imponham práticas críticas de direitos humanos”.

Até à data, 39 empresas alinharam-se ou comprometeram-se a alinhar com o Transparency Pledge. 22 estão entre as 72 entidades com as quais a coligação começou a colaborar em 2016. Por sua vez, das 74 empresas contactadas, 31 ficaram aquém do padrão de Compromisso e 21 não divulgaram publicamente informações relevantes.

Consta no documento que “a transparência do fornecedor é uma ferramenta poderosa que promove a responsabilidade corporativa pelos direitos dos trabalhadores do vestuário nas cadeias de fornecimento globais”.

O relatório refere ainda que esta é a prova de que uma empresa tem conhecimento de onde são fabricados os seus produtos, permitindo ainda que trabalhadores e advogados do trabalho e de direitos humanos, alertem para eventuais abusos de direitos em fábricas fornecedoras.

Desde meados de 2018 que a coligação se envolveu com sete Iniciativas Empresariais Responsáveis (RBI), grupos de empresas e outras que procuram promover práticas comerciais éticas dos seus membros corporativos para impulsionar a transparência da cadeia de fornecimento através das suas políticas e acções.

A coligação solicitou os RBI a desempenhar um papel de liderança, exigindo que as empresas divulgassem informações sobre as suas cadeias de fornecimento até Janeiro de 2020, em alinhamento com o padrão de Transparency Pledge.

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