Procurando responder ao aumento de 6 milhões de pessoas, a Metro do Porto lançou em 2018 um concurso público para a compra de 18 novas composições, com um valor base de 56,1 milhões de euros. A vencedora foi a chinesa CRRC Tangsthan, com uma adjudicação de 49,6 milhões de euros, menos 6,5 que o valor inicial, segundo revelou à Lusa uma fonte da Metro do Porto.

Tiago Braga, presidente da Metro do Porto, revelou ainda que esperava antecipar até ao final de 2021 a contratação de composições, inicialmente previstas para as novas linhas do metro (Rosa, no Porto, e prolongamento da Amarela, de V. N. de Gaia a Vila d’Este), a estarem prontas em 2022/23. Já no final de Outubro, o responsável máximo anunciava que tinham como objectivo “antecipar a contratação e a entrega desses novos veículos, de modo a que, até ao final de 2021, eles possam estar a circular na rede do Metro, aumentando assim a oferta”, vendo agora este concurso concluído.

No início de 2019 a procura pelo transporte público aumentou, e agravou-se com o lançamento do Programa de Apoio à Redução Tarifária, ou o chamado Passe Único, que fez descer o valor dos passes mensais dos transportes públicos.

Em Junho a Metro do Porto anunciava que ia convidar dois dos concorrentes para um processo negocial, entre os quais se encontrava a vencedora, de forma a “melhorar as propostas” e “suprimir as lacunas” verificadas no concurso, tendo apontado que três das propostas concorrentes continham “erros impeditivos” de adjudicação.

Com estas novas linhas de metro a rede irá crescer em seis quilómetros, e em sete estações, num investimento global na ordem dos 300 milhões de euros.

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