Desde 2011 que a Deloitte lança anualmente o seu estudo sobre as perspectivas dos Chief Of Procurement Officers (CPO’s) sobre o futuro do procurement. Este ano apresentam 481 respostas de profissionais líderes nas suas funções, de 38 países, que representam instituições que, em conjunto, valem 5 biliões de dólares.

“Se houvesse uma palavra para descrever o cenário que os chief procurement officers (CPO’s) estão a enfrentar em 2019, seria complexidade”, começa por apontar o estudo. Actualmente, as organizações de procurement enfrentam grandes responsabilidades, e a cada tarefa acresce uma nova, o que acaba por se tornar um desafio enorme.

Desde pressão interna na redução de custos a um grande risco externo devido à incerteza no ambiente empresarial e económico, a função de procurement tem tido um papel cada vez mais complexo para criar valor. O estudo recomenda que as empresas tomem um modelo pro-activo no que toca à complexidade, distinguindo-as entre duas formas diferentes:

1 – Erradicar a “má complexidade”
“Complexidade que cria risco e dificulta o desempenho do procurement deve ser eliminada onde seja possível”, pode-se ler no estudo, dando o exemplo de que no último ano houve um incremento de risco na cadeia de abastecimento devido a catástrofes naturais, conflitos geo-políticos ou ciber-ataques.

Apesar desse aumento, mais de 50% dos inquiridos apontou não ter tido quaisquer problemas, ou apontado casos mínimos, ao utilizar ferramentas disponíveis digitalmente para identificar e prever risco nos mercados de abastecimento.

2 – Adoptar a “boa complexidade”
O estudo aponta que a complexidade pode ser explorada de forma a aumentar a influência do procurement para além da tradicional gestão de gastos centralizada. Influenciar os stakeholders do negócio em áreas estratégicas, como despesas de capital ou gestão de risco empresarial, ou mais profundamente através de liderança em áreas como desenvolvimento corporativo, podem ser exemplos de boa complexidade.

Em termos tecnológicos, o estudo aponta para uma cadeia digital pouco madura. Revela que cada vez mais o procurement se encontra a alinhar as suas estratégias digitais com as do negócio, e que está a ganhar terreno, mas quando se tornar mais estratégico os resultados do estudo apontam para que as empresas possam ainda não estar preparadas.

Entre as principais estratégias dos CPO’s encontram-se as de baixa maturidade, como automatização dos processos de procurement (68%) e alargar as ferramentas digitais de procurement para os stakeholders internos e externos (59%). Por sua vez, as menos apontadas são relativas a estratégias de maior maturidade como conexão entre o fornecedor e o cliente (21%) ou explorar as inovações digitais da base da cadeia (26%).

O estudo está disponível de forma gratuita no site da Deloitte.

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