Decorreu no passado dia 20 de Novembro o evento da Primavera BSS Business Talks de Logística. Foi um momento de meio dia que trouxe a debate o tema “Tecnologia ao Serviço da Logística” e deu a conhecer em maior detalhe as funções do seu software Eye Peak e as vantagens que a solução pode trazer para a logística das empresas. Como demonstração prática, foi apresentado o caso da Condi Alimentar, e foi dada a oportunidade aos participantes de visitarem o seu armazém em Camarate e perceberem as melhorias que a empresa conseguiu obter através deste sistema.

A sessão de abertura coube a Hernâni Andrés, Manager Corporate Business da Primavera, que iniciou o dia com a jornada pela qual as organizações têm de passar para se tornarem empresas inteligentes.

O responsável considera que o expoente máximo para as empresas é a capacidade preditiva. “Se nós queremos ser pro-activos e queremos antecipar, e hoje a competitividade depende muito disso, é preciso ter essa capacidade”, explica.

“Começamo-nos a preocupar com o costumer experience, que tem sido falado muito nos últimos tempos, mas eu até gosto mais de lhe chamar stakeholder experience, pois hoje não é só a experiência do cliente que conta: é a experiência dos colaboradores.” – Hernâni Andrés

Hernâni Andrés explica que graças à tecnologia, hoje é possível pensar no negócio de uma maneira diferente, e de que forma este avanço digital lhe poderá permitir oferecer mais valor ao seu cliente.

Daniel Baptista, Business Developer da Primavera, pisa o palco de seguida para falar de “Desafios da Logística: sofisticação e rigor nos processos logísticos”. Agarrando no tema anterior de costumer experience, reflecte sobre o tema da globalização e do novo tipo de consumidores no mercado, definindo-o como sendo “um novo cliente que procura ter o produto que quer, da forma que quer, quando quer e com valor acrescentado”.

Explica que aliadas às exigências dos novos consumidores estão também questões de logística inversa para o cliente, como a facilidade de devolução, custos associados, e sem terem de se justificar.

Aponta também a racionalização de custos como sendo outro desafio, e destaca a sua importância na logística por esta ser “uma fatia muito importante e muito grande nos custos totais de uma empresa”.

Também fala das tendências crescentes no sector, e volta desde logo a referir a globalização, aliada à transparência e à digitalização. Foca ainda o equilíbrio entre a velocidade e “The Green Factor” relativamente à necessidade de rapidez na entrega dos produtos, à qual o orador chama mesmo “hiper-velocidade”, e a sustentabilidade. “Se tivermos os processos bem delineados logisticamente e um conjunto de ferramentas é possível aliar as duas coisas”, defende.

Outro ponto importante é o risco, algo com o qual as empresas lidam frequentemente, e que pode ser crucial para o sucesso ou insucesso de uma empresa é um recurso crítico dentro das empresas.

O responsável fala ainda da omnicanalidade, como importante para as empresas do sector, destacando que não é apenas exclusivo do retalho, mas que cria oportunidades de desenvolver os seus negócios e transformar uma commodity em valor. “O que os clientes procuram é valor acrescentado nos seus produtos e negócios, para se conseguirem distinguir”, explica.

Terminando a apresentação, Daniel Baptista vai mais a fundo e explica as características do sistema e as vantagens do seu uso e facilidades de integração, que tivemos a possibilidade de conhecer mais detalhadamente na visita ao armazém.

De seguida deu-se uma apresentação da Condi, onde revelam algumas novidades: lançaram-se numa nova unidade de negócio das gelatinas prontas a comer, e que já estão a começar a fazer a entrega aos seus clientes. Devido a este crescimento do negócio, revelam que será necessária uma expansão, mas que ainda não está nos planos próximos. Apostaram, no entanto, na tecnologia para gerir toda a operação e maximizar a rentabilidade com o que dispõem, envolvendo ainda um operador logístico, a Carreras, para tratar da nova área de logística de frio.

Em termos de conclusão, Carlos Machado, responsável operacional da Remarkable Field, e impulsionador da implementação Eye Peak na Condi, explicou em maior detalhe como foi feita, dificuldades sentidas e quais as vantagens obtidas.

Saiba mais sobre a solução e as melhorias obtidas pela Condi brevemente na nossa edição #6!

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