Robótica, digitalização, automação e integração de processos, omnicanalidade, voicepicking, realidade aumentada, big data, internet das coisas, online tracking, cloud, userexperience, armazéns inteligentes… Provavelmente, estas, e muitas outras buzzwords, de forma mais ou menos agregada, já lhe são familiares em contexto logístico. Mas, será que os decisores lhes estão a dar a devida atenção? Se não estão, deveriam.

Segundo um estudo da PwC, até 2030, a digitalização e a automação dos processos e dos veículos de distribuição reduzirão os custos de logística e transporte em 47%. Face a este potencial de ganho em eficiência na supply chain, será a tecnologia, desde a produção, até à entrega ao cliente final, o grande protagonista da mudança. Uma cadeia de abastecimento digitalizada de forma consistente, economiza despesas administrativas, reduz inventários e espaços de armazenamento e diminui custos, como energia ou seguros, entre outros.

É hoje evidente que a digitalização chegou à supply chain e ao transporte e que veio para ficar. Promete mesmo ser mais disruptiva do que foi a opção generalizada pelo outsourcing, operada há já mais de uma geração.

Há três fatores evidentes que estão a impulsionar a mudança: novas infraestruturas e tecnologia disponíveis, informação logística mais rica e precisa, e a pressão implacável para redução de custos. O cliente exige, já hoje,mais funcionalidades por um valor mais baixo. E a redução de custos, sabêmo-lo,apenas pode atingir-se por via da tecnologia integrada.

Nos últimos anos, os dados gerados por informação do consumidor, sensores em produtos e veículos de entrega, contentores e armazéns, aumentaram drasticamente a visibilidade de cada produto e de toda a cadeia de valor logística. Hoje, o blockchain, e outras tecnologias de digitalização da informação, permitem agregar dados provenientes de sensores, ERP’s, veículos, entre outros suportes, possibilitando, que todas as partes envolvidas na cadeia de valor contribuam, partilhem e giramos dados numa única plataforma.

Não traçamos cenários futuristas. Falamos do que é, já hoje, a realidade. Com base em tecnologia cloud ao longo de toda a cadeia de valor, com a colaboração de todas as entidades envolvidas, através de informação partilhada de forma segura por API e agregada em tempo real numa plataforma central, permite a otimização contínua a todas as entidades colaboradoras, como fabricantes, vendedores, transportadores, logística, marketing e vendas, até à entrega de última milha. Em qualquer negócio, informação é poder. Com a digitalização de processos, esse importante asset é alimentado e distribuído por todos os intervenientes.

Mas este caminho de integração, para a realidade da maioria das empresas nacionais, faz-se passo-a-passo e ocorre primeiramente dentro da organização.Gestão de stocks e armazém é o momento que permite gerir toda a movimentação física de mercadoria dentro da plataforma logística, desde a receção à expedição, o que garante o controlo rigoroso de todas as tarefas de movimentação de artigos e facilita a comunicação entre os colaboradores.

Recorrendo a várias tecnologias integradas, com acesso à informação em real time, anywhere, on any device, todas as áreas da empresa, desde as compras, à produção, passando pelo marketing, vendas ou distribuição, contribuem, à escala de cada organização, para o sistema integrado de informação desejável de que atrás falava.

Com os três fatores a fazer o push da mudança: a tecnologia, a informação logística e a pressão para a redução de custos, a supply chain digitalizada é o primeiro passo a dar.

Fernando Amaral, Chairman |  Sendys Group

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