Antecipando o término da construção da Gigafactory 3, a Tesla estabeleceu uma parceria de fornecimento de baterias de iões de lítio com o fabricante chinês CATL. O acordo, no entanto, ainda não foi vinculado, pois ainda não foram acordados detalhes mais específicos como volumes de encomendas, valores e se apostarão no abastecimento a nível global, pelo que deverá ficar fechado em meados de 2020, segundo avança a Bloomberg.

Até fechar o contrato, a Tesla irá continuar a equipar os seus novos modelos Tesla 3, fabricados na China, com as baterias Panasonic e LG Chem, pelo que a parceria com um fabricante chinês é uma grande vantagem para a Tesla, devido aos tempos de incerteza que se vivem entre os EUA e a China, evitando possíveis taxas adicionais entre os países para, por exemplo, as baterias da Panasonic.

Para a CATL, o acordo com a Tesla significaria um reconhecimento mundial como um dos maiores fabricantes de baterias a nível mundial, devido ao renome da empresa norte-americana, a principal fabricante de veículos eléctricos da indústria automóvel, a acrescer às multinacionais Volkswagen e Daimler, e à popular start-up chinesa NIO.

A Gigafactory 3 é a primeira fábrica da Tesla a ser localizada fora dos EUA, e espera-se que produza 3 mil unidades do Model 3 por semana. Apesar do contrato, esta não será uma parceria exclusiva, pois outras empresas como a LG Chem também se mantêm na equação do fornecimento de células de bateria. Segundo Kevin Kim, analista da Bloomberg Intelligence, a vantagem de ter vários fornecedores de baterias pode ajudar a reduzir o custo geral das mesmas, e consequentemente o custo do Modelo 3 para os compradores chineses.

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