Foi em Março do ano passado que as unidades gráfica e logística da Porto Editora sofreram um “fenómeno climatérico extremo” que provocou uma paragem abrupta na produção de livros, especialmente escolares, área em que a editora tem uma quota de mercado de 60%. Cerca de um ano e meio depois, o grupo investe agora seis milhões de euros na reconstrução da sua unidade da Maia, estando a inauguração da unidade prevista para amanhã, dia 3 de Setembro.

Em declarações à Lusa, a empresa revela que o bloco gráfico tem agora uma área de 12.887 m2 e uma capacidade de produção anual de 16 milhões de livros. Por sua vez, o bloco logístico chamado ‘Zuslog’ tem 14.000 m2 e uma capacidade para armazenar 21 mil europaletes, 70 mil contentores e 12 milhões de livros, expedindo diariamente entre 12 e 15 mil volumes para distribuição.

No ano passado, devido ao incidente, esteve em causa o fornecimento de livros e manuais escolares para suportar a grande quantidade de encomendas, sendo que a Porto Editora também suporta as livrarias online Wook e Bertrand.pt, e cujas encomendas se destinam a 90 países.

À data, a editora disse que a impressão e distribuição de manuais escolares estava ameaçada, e ainda tinham vários milhões de livros escolares para imprimir, mas no final de tudo “a Porto Editora conseguiu evitar situações graves no funcionamento do mercado, muito graças à equipa fantástica que tem, altamente profissional e comprometida, que se desdobrou”, revelou a empresa.

A inauguração de amanhã, terça-feira ira irá contar com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Gomes Mendes, bem como o presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago. Paralelamente, irá ocorrer um ‘Open Day’ para a comunidade, com visitas guiadas que incluem as diferentes etapas de edição de um livro.

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