A Ferrero publicou a sua lista de fornecedores de óleo de palma de 2018, reforçando o compromisso com a transparência na cadeia de abastecimento, num momento em que este produto está sob o olhar de várias associações ambientalistas e organizações de defesa do trabalho justo, segundo a Distribuição Hoje.

Uma vez que, em 2018, o Parlamento Europeu anunciou a intenção de banir as importações de óleo de palma para o espaço comunitário em 2021, quer para a utilização em biocombustíveis como para produção alimentar, as exigências relativamente à rastreabilidade do produto aumentaram.

De acordo com a mesma fonte, nesse mesmo ano, Roberto Torri, Director de Relações Institucionais da Ferrero Ibérica, referiu que a empresa estava a 25% de alcançar o objectivo de ter matérias-primas totalmente sustentáveis na sua cadeia de abastecimento e que produzir sem óleo de palma seria uma utopia.

Mais tarde, a ‘The Consumer Goods Forum’ e a ‘Fair Labor Association’ apelaram às empresas produtoras de bens de grande consumo que considerassem o papel que podem ter para acabar com o trabalho forçado na indústria do óleo de palma.

Desta forma, a Ferrero começou a publicar, desde 2017, a lista de todos os seus fornecedores afirmando estar preparada para fazê-lo duas vezes por ano, de forma a mostrar que estes tipos de práticas não se aplicam na sua cadeia de abastecimento.

A empresa refere ainda que vai seguir a abordagem ‘High Carbon Stock’, projecto adoptado pelo Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO), o ano passado.

“A transparência é crucial para melhorar as nossas cadeias de abastecimento. Divulgamos regularmente estes relatórios de progresso que revelam quem são os nossos fornecedores, que descrevem a nossa abordagem e que revelam quais são os nossos próximos passos”, indica um porta-voz da Ferrero.

 

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