Há uma start-up portuguesa, de Vila Nova de Famalicão, a Montrra, que desenvolveu um software, usando por base uma plataforma de dados, através de uma aplicação móvel, que assegura a genuinidade de diversos produtos de determinada marca, desde o momento em que são fabricados, até ao destino final. Visa, então, terminar com a contrafacção detectada em diversos produtos presentes em vários mercados.

Após nove meses de desenvolvimento e sucessivos testes, a aplicação está disponível a partir deste mês de Julho.

“Devido ao meu passado profissional ligado à indústria têxtil, conheço muito bem como este tipo de crime pode afectar uma marca/negócio, e a necessidade dos empresários se protegerem é enorme”, afirma Fernando Veloso, fundador da Monttra.

Assim, em parceria com mais três sócios, desenvolveram este projecto que acaba com a entrada de produtos contrafeitos no mercado. Ao contrário das soluções anti-contrafacção já disponíveis, a start-up não autentica a qualidade da produção ou certifica a conformidade de uma peça ou produto de marca, mas asseguram “a monitorização do processo de transmissão da propriedade”.

Em comunicado, a empresa explica o processo: “o sistema fornece informação detalhada ao produtor e à marca sobre o percurso de cada produto fabricado até ao cliente final. Tal como na compra de uma casa, é feita uma escritura, ou seja, é passada a propriedade de um bem. Isto é exactamente o que se pretende com a Monttra, quando compra o produto, o vendedor não terá problema em lhe enviar o código de autenticidade deste produto. Caso não lho envie é porque algo não está conforme”.

A Reguladora, mais antigo fabricante de relógios da Península Ibérica, é um dos clientes da Monttra e, actualmente, a start-up já se encontra na fase de contactar operadores nacionais ligados à área da moda, vinhos e bebidas espirituosas, medicamentos, dermocosmética, peças para automóveis e criadores de obras de arte e de peças únicas.

 

 

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