Foram detidas quatro pessoas pela Polícia Judiciária (PJ), devido a uma alegada prática de crimes de corrupção passiva e activa e de branqueamento de capitais, sendo que alguns dos detidos trabalham para a empresa Pingo Doce, entidade que denunciou as suspeitas das práticas dos crimes.

Na sequência da denúncia foram apreendidos vários documentos, material informático, viaturas de gama alta e ainda cerca de 400 mil euros, após as 18 buscas realizadas pela PJ, algumas delas na plataforma logística do Pingo Doce na Azambuja.

Além dos três detidos, foram ainda constituídos dez arguidos. Dois deles, suspeitos de corrupção passiva por alegadamente terem recebido mais de um milhão de euros de uma empresa fornecedora de peixe, à qual era dada preferência em detrimento da concorrência, são altos funcionários do Pingo Doce, responsáveis pela central de compras da cadeia de retalho. Dois quadros da empresa fornecedora são suspeitos de corrupção activa.

“As alegadas práticas terão sido levadas a cabo em benefício próprio dos autores e em grave prejuízo da empresa que, tal como até aqui, se mantém inteiramente disponível para continuar a colaborar com as autoridades no apuramento dos factos”, refere a insígnia de retalho em comunicado.

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