De acordo com a fabricante norte-americana, irá começar a sentir-se uma escassez de alguns metais utilizados para o fabrico de baterias de lítio, como é o caso do cobre e do níquel. Embora não imediata, prevê-se que esta irá ser sentida a longo prazo.

Os veículos eléctricos têm vindo a ser uma aposta cada vez maior, e as baterias de lítio estão a substituir cada vez mais as de chumbo-ácido, e é natural que se pense em escassez quando milhões de carros eléctricos estão previstos chegar às estradas num futuro próximo.

O anúncio foi feito por Sarah Maryssael, responsável global de fornecimento de metais para as baterias da Tesla, numa reunião à porta fechada com mineiros, reguladores e legisladores em Washington.

No caso do cobre, a sua mineração tem tido pouco investimento, e segundo revela a empresa, não tende a aumentar, contrariamente às tendências da sua procura, pois apenas a sua utilização para os motores eléctricos atinge o dobro da necessária para os motores de combustão interna.

Outra problemática é a mineração ética, razão pela qual também o cobalto tem tido problemas de abastecimento. A grande maioria do cobalto é proveniente da República Democrática do Congo, onde existe mineração artesanal de cobalto, mas também onde a exploração infantil, ainda hoje, é um problema grave. Como alternativa, existe apenas a exploração em locais mais éticos, mas o problema persiste, visto que isso já está a ser feito entre a Tesla e mineradoras em países como o Chile, Austrália e Canadá.

O níquel será a nova aposta de Elon Musk de modo a utilizar menos cobalto, como já fora anunciado, mas as preocupações com o seu abastecimento permanecem.

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