O Presidente Executivo do Grupo Deutsche Post DHL, Frank Appel, numa entrevista ao Jornal Expresso, mostrou-se receptivo em relação às mudanças que as indústrias têm vindo e virão a enfrentar, graças à inovação tecnológica.

Considerando o comércio electrónico como o “motor do negócio actualmente”, a sua visão assenta no facto de que tudo, no limite, pode ser vendido através desta via. Neste cenário, os grandes beneficiários são os consumidores, pois pagam menos pelos produtos e têm uma acessibilidade facilitada. No entanto, refere que “isso não significa que não precisaremos de lojas de retalho (…) porque as pessoas gostam de ir às compras de vez em quando”, facto que considera como “boas notícias”.

Esta actividade na performance da DHL é encarada com grande positivismo, tanto que tem despromovido a operação postal tradicional, que origina grandes perdas de volume todos os anos.

No que diz respeito à automação, a DHL foi a última indústria a sentir os seus efeitos, pois trata-se de uma tecnologia complexa e cara. Hoje em dia, começa a tornar-se financeiramente sustentável, diz o Presidente.

“Estamos a usar robôs nos nossos armazéns, óculos ‘inteligentes’ para recolher encomendas, drones para a gestão de inventário”, afirma. Apesar de os centros logísticos ainda serem parecidos com os tradicionais, a automação e a inovação tecnológica já lá residem.

A questão que se põe sobre a implementação da tecnologia em muitos sectores, é se terá impacto no emprego dos funcionários. No caso da DHL, é estimado que, em 2030, terão menos um terço das pessoas que têm de momento para a mesma quantidade de negócio. Contudo, serão 50% maiores, o que implicará mais empregados a fazer da tecnologia um dos principais utensílios para executar as suas funções.

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