A entrada do 5G não só fornecerá a melhoria da velocidade de redes, como também maior capacidade, as quais irão permitir que os fabricantes forneçam novos recursos e ferramentas de trabalho para as suas forças de trabalho. Com o 5G, beneficiarão de maior velocidades de download e upload, menor latência e capacidade de executar aplicações de maior capacidade simultaneamente, algo particularmente útil num setor em que as máquinas pesadas e as soluções de software complexas são essenciais para o desenvolvimento e a inovação de produtos.

Mas um impacto subsequente do 5G, e onde muitas organizações esperam ver o seu verdadeiro valor, está na capacidade de servir como base para uma maior adoção de soluções de IoT na empresa. De acordo com um relatório recente de mobilidade da Ericsson, espera-se que o número de ligações móveis em IoT chegue a 4,1 milhões até 2024, com a empresa a destacar a forma como estas conexões vão ajudar as empresas, nomeadamente a indústria, a “responder aos diversos requisitos em evolução numa variedade de casos”.

Uma visão através dos olhos da IoT

Um inquérito recente da Zebra revelou que 86% das organizações esperam aumentar os seus gastos em IoT nos próximos dois anos. O 5G, quando combinado com a chegada das soluções de mobile edge computing, está a criar um ambiente com a capacidade, velocidade e eficácia de dados necessários para a adoção e a ampla inovação da IoT. Como resultado, já estamos a ver as soluções wearables, principalmente os smartglasses, começarem a ocorrer no local de trabalho. Conectando-se a uma solução mobile edge computing que, através do processamento de dados no momento reduz a latência e a tensão operacional no núcleo da rede, essa nova vaga de soluções baseadas em IoT pode ter um impacto considerável na transformação digital do setor industrial.

Vejamos, por exemplo, os trabalhadores na linha de produção numa fábrica de montagem. Os smartglasses com realidade assistida podem ser usados pelos funcionários para aceder e sobrepor especificações ou instruções altamente detalhadas em tempo real, garantindo maior precisão no fabrico, redução de erros e um processo mais eficaz na sua globalidade. O conhecimento remoto também pode ser procurado por meio de ferramentas de colaboração, proporcionando ao mesmo tempo uma experiência mãos livres para que as ações possam ser realizadas em tempo real.

Um futuro seguro

Naturalmente, o aumento da IoT traz consigo a proliferação de dados a uma escala sem precedentes, o que significa que a força de trabalho do futuro deve ser educada e protegida contra uma panóplia cada vez mais diversificada de ciberameaças. Uma pesquisa da SonicWall, por exemplo, revelou um aumento anual de 275% no número de ameaças encriptadas, bem como um aumento de 101,2% no número de variantes de ransomware em 2017. E os fabricantes estão na linha de fogo. Um relatório da EEF constatou que 48% dos inquiridos foram afetados em algum momento por um ciberataque, dos quais metade sofreram perdas financeiras ou interrupção de negócios como resultado. Novamente, as soluções de mobile edge computing podem desempenhar um papel importante, especialmente quando os líderes de TI tentam garantir a segurança num perímetro de rede cada vez maior, permitindo que a comunicação de dados seja encriptada localmente e traduzida num protocolo de comunicação antes de ser enviado ao núcleo da rede da empresa através da cloud.

Dada a natureza das ameaças que a indústria deve enfrentar, não é nenhuma surpresa ver que 72% de quem toma as decisões de TI dentro da indústria considerem a segurança de dados um investimento-chave em TI. Naturalmente, os trabalhadores de campo e de linha de frente demonstram preocupações a esse respeito, mas os trabalhadores tradicionais de escritórios; seja em finanças, vendas ou RH; também são potenciais elos fracos, especialmente quando o trabalho móvel e remoto continua a crescer em popularidade. Para garantir que a força de trabalho permaneça protegida, os fabricantes precisam instruir os funcionários sobre a implementação de uma estratégia de autenticação como parte da infraestrutura de TI das empresas, incluindo laptops com recursos biométricos, como sensores de impressões digitais e outras soluções de segurança mais profundas, como o mobile edge computing que reconhece as ameaças cibernéticas antes que atinjam a redes.

Os fabricantes estão agora a entrar num ambiente no qual são capazes de acumular, analisar e atuar sobre os dados coligidos nos mais diversos e convenientes locais, e usá-los para criar mais vantagens competitivas e fluxos de receita. Dentro de tal ambiente, a futura força de trabalho deve esforçar-se em aprender e adotar novas habilidades e recursos oferecidos pelas soluções IoT que podem impulsionar novos níveis de transformação digital em todo o setor.

Nick Offin | Head of Sales, Marketing and Operations  | Toshiba Northern Europe

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