Se na primeira sessão das SCM Talks tivemos casos de sucesso de quem “nasceu para isto”, na segunda os oradores recordaram dias em que por momentos não tinham, de todo, nascido para aquilo. “O dia mais longo” foi a ideia de partida que conduziu esta conversa de final de tarde com Sérgio Baptista e António Nabo Martins. E, entre comboios e unicórnios, foi-nos proporcionado um momento bastante agradável e que só mesmo quem esteve presente pôde saborear.

No segundo dia das SCM Talks voltámos ao Beatus, em Lisboa, com um novo tema, novos oradores e, acima de tudo, novas estórias para contar. É por causa delas que tudo acontece, as estórias transmissíveis, uma possibilidade de relaxar após um dia de trabalho cansativo e conhecer o que só outros conhecem. Cada sessão é única e irrepetível, o que torna cada intervenção especial para quem assiste, e o facto de ser um momento que cada pessoa só poderá viver uma vez na vida faz com que estas sejam realmente imperdíveis e tenhamos a necessidade de participar em todas.

Para abrir a sessão, o tecnológico Sérgio Baptista, ou como ele próprio se intitulou, “o menos logístico dos logísticos”, começou por dar os parabéns àquela comunidade logística que ali se juntara. “É difícil explicar lá em casa que vamos para um café às seis da tarde falar sobre logística”, comenta com um sorriso na cara. Tal como Sérgio Baptista, por vezes temos dias em que terminamos a “ter de assinar papéis em ucraniano sem perceber o que lá está escrito”, rodeados de pessoas que não falam inglês… E sem sabermos falar esta língua. A sua intervenção ficou marcada pela busca incessante pelo seu unicórnio, o dia que parecia nunca mais chegar e que por mais que ele viajasse para a Antuérpia ou para a Ucrânia, não encontrava.

Entretanto, não nos mitológicos, mas ainda envolvendo animais, o dia de António Nabo Martins pareceu um dia normal numa quinta: galinhas, vacas e cavalos. O problema é que ele não estava numa. Desde galinhas com bilhetes de gare, vacas capazes de travar um comboio e cavalos que até mesmo a tecnologia conseguem abrandar, Nabo Martins deu a perceber que há mesmo dias em que tudo corre mal, e como um desastre nunca vem só, “é claro que o dia não ficou por aí”, uma frase que só por ser dita uma vez já dá a entender que pior está para vir… Então quando dita várias vezes, como António Nabo Martins por infortúnio do destino se sentira na necessidade de dizer, ainda com maior intensidade se sentiu o quanto duraram aquelas 24 horas.

No fundo, com tantos dias longos, também este o poderia ter sido. Havia mais por contar, o esperado de anos de experiências “tecnologico-ferroviárias”, duas áreas tão distintas entre as quais houve uma interacção fantástica entre os oradores, que encontravam sempre maneira de fazer a alusão entre elas. Comboios para aqui, unicórnios para ali, no final, até mesmo os cavalos da bitola foram postos ao barulho. Só quem lá esteve poderá comprovar que este momento de dias mais longos foi realmente curto.

E falando em longo e curto, distância e tempo, não muito longe estão as próximas sessões das SCM Talks. Para a próxima semana, nos dias 12 e 13, o Porto irá receber Vasco Amoroso e Daniel Pereira com o tema “1, 2… 3 erros que não cometo outra vez” e Virgílio Vaz e Miguel Oliveira que nos irão dar a conhecer que “Na prática a teoria é outra”.

Poderá saber mais sobre o evento e inscrever-se no site oficial das SCM Talks.

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