O concelho de Vila Nova de Famalicão é líder há uma década nas exportações da região Norte e já exporta dois mil milhões de euros por ano. Têxtil, metalúrgica e agroalimentar são os sectores que assumem maior protagonismo.

Aquele  concelho terá ultrapassado os dois mil milhões de euros de vendas ao exterior no ano passado. Até Novembro, o Instituto Nacional de Estatística (INE) contabiliza 1,94 mil milhões de euros de exportações, valor que coloca Vila Nova de Famalicão bem distanciada dos 1,55 mil milhões registados na Maia, o segundo concelho com mais peso no comércio internacional da região.

O sector automóvel é o grande dínamo do motor exportador de Famalicão e a alemã Continental Mabor, a quarta maior exportadora do país, é a empresa que mais contribui para essa liderança. Logo a seguir, vêm grupos como a Coindu e a Têxtil Manuel Gonçalves (TMG), ambos com capitais portugueses e fornecedores da indústria automóvel. Apesar de a fabricante de pneus ter uma posição de destaque no universo empresarial de Famalicão, é certo que o concelho tem conseguido, ano após ano, aumentar as exportações e sem depender da empresa alemã.  Os números disponíveis assim o confirmam. Em 2015, Famalicão registou vendas ao exterior de 1,88 mil milhões (mais 8,3% do que em 2014), com a empresa alemã a valer 820 milhões (mais 8,1%) e, no ano seguinte, o concelho viu aumentar as vendas para 1,93 mil milhões (mais 3%) e a Continental para 830 milhões (mais 1,2%). Se recuarmos até 2012, o grupo alemão respondia por mais de metade das vendas ao exterior do concelho.

Com uma actividade industrial muito ligada ao têxtil (autodenomina-se Cidade Têxtil de Portugal), o concelho tem dado passos para a diversificação das suas actividades económicas. O têxtil, metalomecânica e agroalimentar são hoje as áreas mais pujantes na economia local, com empresas como a Leica, Aco Shoes, Salsa, AMOB, Tiffosi, Primor, Porminho ou Vieira de Castro a tomarem a dianteira.

A TMG está a investir 50 milhões na unidade de Famalicão, a Medway vai avançar em 2019 com a construção de um terminal seco no concelho, um projecto de 25 milhões e a Continental Mabor tem uma política constante de modernização, pelo que o futuro apresenta-se promissor.

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