Há uma plataforma de três empreendedores portugueses – Reinaldo Moreira, Francisco Pimentel e Miguel Pinto – que está a garantir, há alguns meses, compras electrónicas em ‘tradicionais’ lojas de fábricas de têxteis do Norte, com planos para alcançar 10 parceiros e uma facturação de 350 mil euros em 2019. É a Springkode.

Tudo começou quando Reinaldo Moreira, um dos sócios fundadores e dedicado a 100% à jovem empresa, recebeu um par de meias comprado numa loja de fábrica de confecção. Reinaldo juntou-se então a Francisco Pimentel e a Miguel Pinto para fazerem nascer a Springkode e mostrar “ser possível comprar roupa de forma alternativa indo directamente à fonte, ao local de confecção”, através da renovação do conceito loja de fábrica. Com financiamento próprio de 100 mil euros aplicado em “angariação de parceiros, desenvolvimento de plataforma e os primeiros passos na comunicação”, o projecto nasceu em Abril e conta com três fábricas parceiras: a Lagofra (Seroa, Porto), a TIVA (Abade de Neiva, Barcelos) e a TMR (Azurém, Guimarães).

“A referência é de 10 fábricas a juntarem-se ao projecto em 2019. Nós trabalhamos mais do que isso”, disse Reinaldo Moreira à agência Lusa, sublinhando o objectivo de “explorar ao máximo a realidade da confecção portuguesa, que é riquíssima e tem dezenas, centenas de fábricas que trabalham para as melhores marcas de moda mundiais”. Este será o foco durante um ano, indicou o empreendedor, que revelou também os planos para idas a Espanha e a Itália para os “primeiros contactos com as associações do sector e com algumas fábricas para avaliar o interesse de se juntarem ao projecto”.

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